quarta-feira, 15 de novembro de 2017

sábado, 11 de novembro de 2017

10 diferenças entre IPv6 e IPv4

 IPv6 é um protocolo inteiramente novo. Ele não é uma atualização do IPv4. Existem diferenças substanciais entre os dois. Isto nos leva a esclarecer algumas diferenças em relação ao protocolo antigo e algumas curiosidades.


  1.  O IPv4 não vai ser desativado tão cedo. Ninguém  "migra" para IPv6. Ambos protocolos vão coexistir até que o IPv4 não seja mais necessário. 
  2. Não há protocolo ARP no IPv6, este foi inteiramente substituído pelo ICMPv6. Os mecanismos de descoberta de vizinhança e rotadores são muito mais simplificados.
  3. Interfaces IPv6 tem suporte nativo para múltiplos endereços. Os sistemas operacionais geram vários endereços aleatórios para evitar de usar o seu endereço "oficial" na internet.
  4. IPv6 não tem NAT! A capacidade de endereçamento é virtualmente infinita. Um único provedor recebe o equivalente a uma Internet IPv4 INTEIRA, não em endereços únicos, mas em redes /64, cada uma com uma capacidade ABSURDA de endereços.
  5. Em contra partida, exite o NAT64, que é exclusivo para redes IPv6 only. Onde um roteador IPv6 traduz endereços IPv4 em IPv6 para hosts IPv6 acessarem redes IPv4.
  6. O DHCP é completamente dispensável. Em redes IPv6 os hosts podem aprender seus endereços de forma autônoma através de anúncios dos roteadores(RA), o que torna a configuração muito mais simples e automática. DHCPv6 é opcional.
  7. O bloco reservado pela IANA para endereços IPv6 globais(2000::/3), como endereços IPv4 "públicos", é praticamente INFINITO, e corresponde apenas a 13% da capacidade total do protocolo.
  8. Em IPv6 não há endereços de broadcast. Existem grupos de multicast que assumem funções alcançadas com endereços de broadcast na versão antiga. Assim, não é necessário "descartar" o primeiro e o último endereço da subrede. Todos os endereços são válidos.
  9. Roteadores IPv6 não fragmentam pacotes! Diferente do IPv4, se um roteador recebe um pacote com tamanho maior que permitido pela próxima rede, ele envia uma mensagem ICMPv6 "packet too big" para que o host de origem ajuste o tamanho dos pacotes. Assim não é necessário que roteadores IPv6 façam fragmentação e remontagem de pacotes de acordo com o MTU. Os pacotes saem da origem já ajustados ao MTU do caminho. O processo é chamado de "path MTU discovery".
  10. Não há mudança para os DNS. Servidores DNS podem fornecer informações IPv6 sem problema algum. Registros DNS IPv4 são do tipo A, e IPv6 do tipo AAAA. Seu sevidor DNS não precisa sequer ter suporte a IPv6 para atender consultas do tipo AAAA.

domingo, 20 de agosto de 2017

[Pesquisa] Curso presencial em Montes Claros

Olá.
Como muitos já sabem, moro em Montes Claros - MG, onde leciono e trabalho na área de redes.
Estou fazendo uma pesquisa para avaliar o interesse das pessoas em um curso presencial.

O objetivo é fazer um curso de acordo a realidade do mercado no norte de Minas e região atendendo ao perfil encontrado, tando em conteúdo quanto em preço.
Os cursos serão presenciais e 100% mão na massa.

Responda este formulário rápido para eu ter uma noção das suas necessidades e interesses.
Fique a vontade para responder e comentar. Assim que tiver novidades entro em contato:

 https://goo.gl/forms/NOLsRRQErMACieSh2

Qualquer dúvida pode entrar em contato comigo aqui nos comentários ou em qualquer rede social.
Um abraço



Frame Rewrite - Desenhando para entender.

Um conceito um pouco confuso as vezes, para quem é iniciante, é o de "frame rewrite". Explico.
 Quando um host envia um pacote para um host em uma rede remota, naturalmente o pacote vai ser encaminhado para o roteador. Mas como é possível enviar um pacote para um host/Roteador sem que seja para ele exatamente?
Você pode cair na engano de achar que o roteador vai adivinhar para onde este pacote deve ir, ou que existe um outro campo no cabeçalho IP para tratar disso. Alguns chegam a pensar que ao enviar um pacote para um host fora da sua rede o processo do ARP corre normalmente, e ficam confusos ao perceber que eles não aparecem na tabela ARP.
Pode parecer muito bobo, mas é uma dúvida comum e uma coisa que não fica muito clara para iniciantes.
Quando é necessário montar um pacote para um endereço que está fora da sua rede, para ser bem óbvio, no campo "IP de destino" vai ser colocado exatamente o IP de destino. Já no campo MAC de destino será colocado simplesmente o MAC do roteador definido na sua configuração.
Se tudo ocorrer bem, o switch vai encaminhar este frame para o roteador, por causa do MAC, e o roteador, ao recebê-lo, analisando o IP de destino, verá que se trata de um pacote para um outro nó, e que deve ser encaminhado. O conceito de frame rewrite entra exatamente aqui.

Ao receber o frame o roteador vai descartar o cabeçalho de camada 2. Em seguida analisa a tabela de roteamento e decide por qual interface este pacote deve sair. Por fim, um novo cabeçalho de camada 2 será feito para o pacote, contendo o MAC de origem da interface pela qual saiu, e o MAC de destino do próximo nó(pode ser o próprio destino ou um outro roteador).
Veja que, do ponto de vista da camada 2, o host se comunica apenas com o roteador, não tendo o menor sentido saber o MAC address do host remoto.